Papo de Véia

Aromas surreais

 (Carroça, de Remedios Varo) Todo mundo que ficou em Sampa parece que teve a mesma idéia, ver a exposição Frida Kahlo - Conexões entre Mulheres Surrealistas no México, no Tomie. Fila até a Faria Lima.  Ahhh, que delícia ser detentora do tempo… posso esperar. Pausa pra um tal café da cidade. Música folk, luzinhas no teto,… Continuar lendo Aromas surreais

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Papo de Véia

Causo de fim de ano

  Quem me conhece sabe o quanto eu valorizo as estações do ano. Especialmente quando se está num clima continental, na primavera, nascem borboletas saltitantes dentro do estômago da gente, só pra deixar tudo deliciosamente alegre. As flores,  parideiras de cor, embelezam os olhares que se cruzam e que, inevitavelmente, se apaixonam pela vida.  É essa… Continuar lendo Causo de fim de ano

Papo de Véia

Suspiro

Eu não sou a filha favorita do pai mas posso me "gabar" dizendo que fui a que mais o conheci. Passamos muitas horas de silêncio, juntos. Longos dias e noites, viajando em buggys, chevettes e passates, tomando banho e comendo na estrada, com os caminhoneiros. Talvez daí venha a minha paixão pelos Trailers.  Horas a… Continuar lendo Suspiro

Papo de Véia

O dia em que decidi ser leoa

Em 84 fui morar em Santo André, com a vó. De todas as novidades, a que mais me chamou a atenção foi a força daquela mulher que me cuidaria por 14 anos. Lá nos fundos, antes de fecharem o quartinho com o muro, a gente tinha o mundo inteiro como quintal de casa. Havia um tanque,… Continuar lendo O dia em que decidi ser leoa

Papo de Véia

Meu primeiro amor

Talvez, a única habilidade que eu tenha desenvolvido, na vida, tenha sido o sexto sentido. Foi graças a ele que pude me livrar de umas boas enrascadas da vida. Eu tinha uns 9 anos e gostava do Alan. Era o menino mais bonito da igreja, a cara do Elvis Presley nos tempos de jovem. E… Continuar lendo Meu primeiro amor

Papo de Véia

A mãe que não me pariu.

Por muito tempo me senti uma pobre vítima das circunstâncias. O meu egoísmo fazia com que cada vez que um obstáculo aparecia, eu achava que aquilo só estava acontecendo porque minha mãe não estava ali. A bolha em que eu cresci submersa era tão espessa que eu não conseguia ver a quantidade de "mães" que… Continuar lendo A mãe que não me pariu.

Papo de Véia

Lições de rua

Afinal, o medo alheio é sempre mais bobo que o nosso. Quando eu era pequena, morria de medo do escuro. Como era a irmã mais velha, fechar o portão sempre sobrava pra mim. Só que a casa da Vó era bem no alto do morro, com muita neblina vinda da Serra do Mar e umas… Continuar lendo Lições de rua

Papo de Véia

Sobre o desejo ardente…

Essa coisa do desejo ardente sempre funcionou comigo, mesmo antes de eu saber que ele se chamava assim. Me lembro de, aos nove anos, sonhar (acordada) que eu me casaria aos 18, que teria uma filha e que moraria em alguma cidade medieval. Me imaginava entre muros de castelos, ruas de pedras, e às vezes,passeando… Continuar lendo Sobre o desejo ardente…