Papo Cabeça

a desconstrução

 

desconstruir

Todas, sim, to-das as vezes que a gente acha que sabe alguma coisa vem a vida e Vrááááá, dá um jeito de mostrar que tudo o que a gente sabia não era nada perto do que se pode aprender, sabe como é?

Tipo antes de se ter filho e acreditar que sabe, como ninguém, que educação é questão de disciplina e organização. Alimentação orgânica é o lema da gente, nessa fase. Daí vem o rebento e PLUF, mostra  – em casa  e pra geral –  quem é que manda aqui. Faz birra justo na frente daquela pessoa que se queria impressionar. Limpa a boca na camiseta da escola. Grita, quanto todo mundo faz silêncio. Adora aquele salgadinho cheio de corante que a gente  abomina. E jura, que quando crescer, vai comprar 10 litros de coca-cola e tomar sozinho, pra compensar todos os copos do veneno negado.

Ou quando se tem certeza de alguma coisa. Alguma verdade “absoluta”, intocável. E, claro, a vida, que não é besta nem nada, enfia uma saia bem justa na gente. Põe esse narizinho na reta e VRAU, faz aquele “cuspe” cair na cara. Incita aquele “preconceitozinho” bobo, quase nada – afinal, tem gente muito pior –  bater na porta de casa. Faz tudo o que a gente odeia chegar bem perto do cangote aqui, ó, e dar aquela cafungada.

Às vezes dá vontade de parar. E são nesses momentos maravilhosos das pausas, das pequenas crises, das maravilhosas mini batalhas internas que a gente aperta o botão do STOP e a música pára,só pra gente, com o mundo todo dançando, tipo filme em câmera lenta. É possível, nessa hora, apreciar o silêncio. E é, nesse momento, nesse milésimo de segundo que acontece a mágica da desconstrução: é o esvaziar do copo pra poder receber. Receber, apenas. As verdades do outro. O olhar alheio. A versão que não tem nada a ver com o EU. Um aprendizado incrível. Uma pequena grande transformação.

Volta a música. A gente tenta dançar no mesmo ritmo, mas já não dá. Teve reforma, teve obra, teve caos. A gente se desconstruiu e, aos pouquinhos, nesse tempo (óbvio que não é de Chronos, é de Kairós) foi se reerguendo…Mas agora, se refez de matéria molinha, flexível, suave ao toque… Porque, com os anos, fica claro que tudo o que é duro, inflexível e rígido, não vale a pena.  Um dia quebra e só faz machucar.

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2 comentários em “a desconstrução

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