caju com manga

É tempo de imposto de renda

São 22:30h. Piolha dorme. A Luna caça um monstro invisível - vai saber o que a visão dos gatos alcança... O Godoh - gente, alguém viu o Godoh? Cheguei em casa há mais de uma hora e não o vi ainda! Meu Deus, quisera eu ter este dom da oportunidade! As últimas palavras da minha… Continuar lendo É tempo de imposto de renda

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caju com manga

A beleza das coisas não bonitas

Já é tarde e insisto: a gente fotografa do mesmo jeito que vê. Não, não é a pose. Não é a paisagem. Não é o lugar. Não é a luz, nem a câmera, nem a técnica. É a gente. E nosso olhar poético - ou cético - pro mundo. A beleza é facilmente reconhecida na… Continuar lendo A beleza das coisas não bonitas

caju com manga

o despertar de chronos

ontem foi a primeira, de vinte aulas. reencontrei lindas pessoas e conheci outras tantas. toda a aula foi boa: a casa é das antigas, logo ali, nas perdizes. mas não é só isso: teve abraço apertado, chinelo deixado na entrada. bolo antes de começar, rede na sala, banheiro com plantas, gato no sofá, chá de… Continuar lendo o despertar de chronos

Papo de Véia

Causo sem título

A gente está entre um pedaço e outro de pudim de chocolate. A colher escorrega suavemente na iguaria enquanto as papilas gustativas jorram saliva por toda a boca, meio que desejando mais um pedaço, meio que faxinando o bocado anterior. Olho seu antebraço, forte, esguio. Sigo caminhando com os olhos pela camiseta da cor de… Continuar lendo Causo sem título

caju com manga

kairós

passou bastante tempo (to falando do chronos) pra eu entender que o tempo (agora, o kairós) é um sábio conselheiro. e que as coisas, ainda que pareçam estar dando errado, tão dando muito certo. aquele atraso no trem, a gestação que não chega, o enrosco na burocracia, término surpresa de relacionamento, a demissão inesperada, o… Continuar lendo kairós

Papo de Véia

Hoje eu calço as tuas botas

Você, minha doce companheira, perdoe-me. Até agora não tive a empatia de viver a tua dor, de te olhar com amor, de te acolher com paciência... Você é uma sobrevivente, agora sei. Sobreviveu à morte, à falta de amor, à rejeição, ao desafeto, à língua afiada, à mãos violentas, aos gritos e guerras, à chantagem… Continuar lendo Hoje eu calço as tuas botas

Papo de Estilo

carta de amor à mulher medieval que ainda vive em mim”

Eu preparei um workshop. Um workshop de estilo, digamos a verdade. Mas não pretendo ensinar ninguém a se vestir, já adianto. Pretendo mesmo é incitar a busca por quem a gente é, por dentro, e traduzir isso em linhas e formas, cores e texturas, estampas, recortes, tecidos e acabamentos... - que é pra gente se… Continuar lendo carta de amor à mulher medieval que ainda vive em mim”

Papo de Mãe

o nascimento da vulnerabilidade

"estar perto demais me deixa vulnerável - cê sabe todos os meus defeitos, caramba"

caju com manga

O umbigo do mundo

Sofia adoece e, três dias depois, é hospitalizada. - Apendicite, mãe. Deve ser operada, já. Está a ponto de supurar. - Mas... A palavra fica na boca, a roupa suja por lavar, a limpa por passar, o trabalho inadiável por fazer, papéis por organizar, banheiro por lavar, reuniões por acontecer, clientes por atender... Tudo fica… Continuar lendo O umbigo do mundo

caju com manga

Simples

Eu tô aqui. Você, dorme ao meu lado. Sinto a sua perna tocar a minha e a tua respiração rente ao meu antebraço. Luna, aninhada ao meu pé. Godoh, no teu. A música que soa é o encontro do chorro de água que desce do cano escondido pela pedra com a poça, movida pela mini… Continuar lendo Simples